Comportamento

Amores doentes

co dependência afetiva Você já ouviu falar de relacionamentos doentes, baseados na codependência?

Esses relacionamentos são pautados, basicamente, por problemas, brigas, ofensas, agressões (físicas ou emocionais).

É aquele relacionamento onde não há paz, em que se pensa “a gente briga mas se ama”, “somos almas gêmeas” “não vivemos um sem o outro”…

Melody Beattie escreveu vários livros sobre codependência afetiva e define a pessoa codependente como “alguém que tem permitido que o comportamento de outra pessoa o afete, e alguém que tem obsessão por controlar o comportamento daquela pessoa.”

Resumindo, esses relacionamentos não são nada saudáveis. Entretanto, não é raro o fato de que os envolvidos, especialmente mulheres, reproduzam ao longo da vida escolhas baseadas na co-dependência, repetindo por várias vezes o mesmo ciclo conhecido e doloroso, inconscientemente, com parceiros problemáticos: dependentes químicos, desempregados, endividados, agressivos…

É importante ressaltar que homens também podem ser vítimas dessa síndrome, que atinge em sua maioria das vezes as mulheres.

Talvez você esteja vivenciando um amor doente, de codependência afetiva, e não sabe como se desvencilhar dele. Talvez já se sinta tão cansada e sem forças que não sabe mais o que fazer. Hoje decide que não quer mais essa vida, mas logo recua porque sente que não vai conseguir ficar longe dele (ou dela).

Pode ser que você já tenha experimentado, dolorosamente, um relacionamento como este. E conseguiu ou não superar as escolhas erradas e o ciclo repetitivo que tanto afeta a sua auto estima. Ou mesmo pode conhecer alguém que esteja vivendo a escravidão desse tipo doentio de relacionamento.

É importante ressaltar que as pessoas que estão envolvidas nesse tipo de relacionamento têm dificuldades em compreender como ele é anormal e doentio. Por isso é tão difícil desvencilhar-se do parceiro e colocar um ponto final na relação. Se numa relação pautada por amor, afeto, respeito e cuidado, quando as coisas desandam é difícil romper, imagine então numa relação desequilibrada baseada na codependência?

Assisti a um vídeo maravilhoso e muito esclarecedor, o Não tire o batom da Jout Jout Prazer, que fala sobre relacionamentos abusivos, com uma dose de delicadeza e bom humor. Vale a pena assistir!

Mas como saber se um relacionamento é doente, baseado na codependência emocional e afetiva? Abaixo selecionei algumas perguntas importantes sobre relacionamentos, retiradas do blog Solteiros e Casais, da Psicóloga Adriana Freitas e outras do blog Realize, da Psiquiatra Dra. Elizabeth Zamerul Ally. Avalie:

  1. Você fica esperando a boa vontade de seu(sua) parceiro(a) para juntos realizarem o que você deseja?
  2. Coloco-o(a) no centro da minha vida, isto é, vivo muito em função dele(a).
  3. Você não consegue ou não tem permissão para fazer atividades de lazer sem o(a) parceiro(a)? Não tem permissão pra ter um espaço ou vivências que sejam só suas, individuais?
  4. Quando me comunico com ele(a), meço as palavras, isto é, vivo pisando em ovos? Sinto medo de dizer o que realmente penso e sinto, porque imagino que a reação dele(a) será agressiva?
  5. Acredito que seja normal amor e sofrimento caminharem juntos?
  6. Você fica ressentido ou com raiva quando o(a) parceiro(a) não quer fazer o que você deseja, mas também não procura nenhum outro jeito de realizar suas vontades?
  7. Você tem a crença de que o casamento, a relação tem que preencher todas suas necessidades e que tudo tem que ser feito com o(a) parceiro(a), que só se for com ele(a) será bom?
  8. Você ou vocês não possuem amigos, não saem individualmente com eles ou só saem com outros amigos casais?
  9. Continuo (ou continuei por um tempo excessivo) tolerando abusos ou agressões dele(a) para não ser rejeitada ou perdê-lo?
  10. Pra melhorar este relacionamento, tento mudá-lo(a) através de conselhos, coações, ameaças, manipulações, tentando assegurar que as coisas aconteçam da maneira que acho correta?
  11. Sinto-me bravo(a) ou frustrado(a) comigo mesmo(a) porque não consigo dar os limites que gostaria pra ele(a)?
  12. Costumo mentir ou esconder o comportamento dele(a) para os outros ou dou desculpas quando estes comportamentos são vistos ou descobertos?
  13. Sinto-me responsável por ele(a), pelos seus sentimentos, ou pensamentos, ou necessidades, ou ações, ou escolhas, ou vontades, ou bem-estar, ou mal-estar ou destino?
  14. Em geral, tendo a cuidar muito mais dele(a) ou de outras pessoas do que do meu próprio bem-estar?
  15. Sinto-me frequentemente ansioso(a), ou desgastado(a), ou culpado(a), ou deprimido(a) por causa deste relacionamento?
  16. Vivo ajudando-o(a), mesmo quando ele(a) não pede ajuda?
  17. Ansiosamente, fico um tempão esperando a ligação, SMS ou o email dele(a)?
  18. A comunicação com ele(a) é muito difícil ou quase inexistente?
  19. Decido que não vou me comportar mais de certo jeito com ele(a), mas me sinto compelido(a) e, quando vejo, já fiz tudo de novo?
  20. Procuro manter-me ocupado(a) o tempo todo para evitar entrar em contato com esta realidade dolorosa?
  21. Quando estou mal com ele(a), todo o restante da minha vida fica ruim e difícil de levar?
  22. Sinto-me aprisionado(a) neste relacionamento?
  23. Quando estou num relacionamento amoroso, fico prevendo que ele(a) vai me deixar?
  24. Sinto vergonha deste relacionamento?
  25. Tenho a tendência de repetir relacionamentos destrutivos?
  26. Quando inicio um relacionamento amoroso, não aguardo o tempo suficiente para me certificar de que esta pessoa é realmente boa pra mim ou de que eu realmente gosto dela e me afobo em tomar decisões e estreitar a relação logo? Por exemplo, sem muita reflexão, fico noivo(a), dou a chave da minha casa ou passo a dormir muitas noites com esta pessoa?
  27. Tenho muito medo de ficar só?
  28. E por este medo, continuo com ele(a) ou só saio de um relacionamento quando encontro outro?
  29. Tenho dificuldade em me divertir, passear e viajar sozinho(a) ou sem ele(a)?
  30. Ele(a) já disse que não quer continuar este relacionamento mas continuo insistindo? (Isto ocorreu ou ocorre?)
  31. Neste relacionamento, me conformo em receber muito menos do que eu gostaria?
  32. Depois de ter sido desrespeitado(a) ou agredido(a), aceito qualquer desculpa dele(a) pra reatarmos o relacionamento e depois me arrependo?
  33. Sinto necessidade de ser útil para ele(a) ou de sentir que ele precisa de mim?
  34. Sinto necessidade freqüente de saber onde ele(a) está e/ou o que está fazendo para (eu) ficar tranqüilo(a)?
  35. Acredito que a minha felicidade depende, em grande parte, de como ele(a) age ou deixa de agir?
  36. Neste relacionamento, costumo acreditar que as coisas vão melhorar mesmo quando a realidade não mostra sinais consistentes disto?
  37. Nego a mim mesmo(a) a necessidade de pedir ajuda?
  38. Sinto que perdi o rumo ou o controle da minha vida?
  39. Por causa deste relacionamento, já pensei em suicídio?
  40. Acho que já passou da hora de dar um basta e eu não dei?

Se a resposta for sim pra maioria das perguntas, você vive uma relação de codependência.

É importante informar que a codependência afetiva tem tratamento, que consiste de acompanhamento psicológico (terapia) e, em casos mais severos, também de acompanhamento psiquiátrico, que poderá receitar medicamentos apropriados.

Também existem grupos de ajuda que são referência no assunto, o Grupo MADA – Mulheres que amam demais. Verifique se existe algum grupo na sua cidade e frequentes as reuniões.

A gratidão desbloqueia a abundância da vida. Ela torna o que temos em suficiente, e mais. Ela torna a negação em aceitação, caos em ordem, confusão em claridade. Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo. A gratidão dá sentido ao nosso passado, traz paz para o hoje, e cria uma visão para o amanhã.” (Melody Beattie)

Lembre-se: você merece ser amada e respeitada!

Compartilhe sua história comigo: sabedorianolar@gmail.com

Boa sorte!

Juliana Prado

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Papel de parede para computador

Oi gente!

Hoje gostaria de compartilhar com vocês um site maravilhoso de mensagens cristãs, muito edificantes.

Sabe aquele dia que você precisa mais do que nunca se alimentar da palavra de Deus? Então, eu indico o site Iluminalma.

Ele tem também lindos papéis de parede para o seu computador, com mensagens bíblicas fortalecedoras da nossa fé, que nos fazem refletir sobre o amor incondicional de Deus. 🙂

Óh a que coloquei hoje no meu notebook: ❤

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Adorei!

Que Deus te abençoe e te fortaleça!

Beijos da Ju

sabedorianolar@gmail.com

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Conversas que curam

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Depois de tanto tempo distante daqui, por isso considero esse um post de recomeço, de retorno.

Como todo mortal que se preze, passei por um período difícil, muito difícil. Por isso o meu sumiço… Mas, como escrito na Bíblia “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Salmos 30:5). E graças a Deus pela oportunidade de recomeçar!

Após a chuvarada toda, com direito a muitos raios e trovões, pude contar com o apoio, os ouvidos, os conselhos, as orações, o colo, a presença e tudo o mais dos amigos e familiares. Agora, depois de recomposta, pude apreciar o sol nascer mais bonito e desde então estou com um coração muito mais feliz e tranquilo.

Bom, esse período difícil pelo qual passei refere-se ao meu divórcio. Não pretendo citar aqui os motivos que me fizeram tomar essa decisão, especialmente para proteger a minha privacidade, a do meu ex-marido e de nossas famílias. Fomos casados por quase 11 anos e, por inúmeros fatores, não foi fácil tomar essa decisão.

Tive que enfrentar meus maiores medos, me reencontrar, reorganizar minha cabeça e as coisas práticas da vida, aquelas que não esperam a gente ficar bem para serem resolvidas. Isso tudo foi muito estressante e tirou a minha paz por um período. A vida real não é ficção, não existem personagens…

Tudo o que eu desejava naquele momento era ter uma bola de cristal que me ajudasse a tomar uma decisão, garantindo que eu seria mais feliz. Ou que alguém pudesse me dar essa resposta. Mas infelizmente essa decisão só pode ser tomada pelos envolvidos, que conhecem bem a realidade em que estão envolvidos, as causas e as consequências dessa importante decisão. E graças a Deus não tivemos filhos, porque senão essa decisão teria sido infinitamente mais complicada…

Dialogando com pessoas que já haviam vivenciado o fim de um casamento e por isso compreendiam a minha dor, pude dividir o meu fardo. É bom registrar que elas não me incentivaram a decidir pelo divórcio, mas me ouviram atentamente e, por vezes, choraram comigo. Às vezes só precisamos desabafar, sermos ouvidos e abrir o coração sem medo de sermos julgados. E esse é o grande poder das conversas curativas!

Há muitos anos ouvi de um colega de trabalho que percebia a distância que eu mantinha da minha família cosanguínea e a grande proximidade que mantinha da família do meu marido à época (agora ex-marido) que não existia ex-pai, ex-mãe, ex-filho… Mas que ex-marido e ex-mulher poderiam existir conforme as circunstâncias que a vida apresentasse. Confesso que aquilo me impactou muito, já que, por mais problemas que eu pudesse vivenciar em meu casamento, jamais aceitaria a possibilidade de um divórcio.

Entretanto essa frase ecoou por dias na minha cabeça, me fazendo refletir e acreditar na importância de sermos pessoas melhor resolvidas, nos amando mais e compreendendo nossos próprios caminhos e escolhas, saboreando de nossa própria companhia e, principalmente, me ensinou a importância de valorizar a oração, meus familiares e amigos.  Eles foram fundamentais para que eu pudesse me recuperar e seguir em frente. Deus teve misericórdia de mim, me alegrando com um recomeço de vida!

Para auxiliar minha decisão sobre a minha separação, optei por preencher uma lista simples, dividida em pós e contras de manter aquele casamento. E o que já era esperado aconteceu: a lista de contras ficou muito maior…

Desde então, sempre que tenho dúvidas a respeito de que decisão tomar em situações complexas, decido pela ajuda da lista de pós e contras. Vi o quanto esse recurso simples me ajudou a refletir e listar questões que muitas vezes passavam desapercebidas, facilitando a organização de idéias para minha reflexão e decisão.

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Só que já viveu uma dor como essa entende do que estou falando… Essa dor pode, inclusive, ser física! Emagreci muito, não conseguia comer nem dormir, meu sistema imunológico ficou fragilizado. Com ajuda de amigas pude compreender que necessitava de ajuda médica e psicológica. Contei com inúmeras intercessões em orações. Isso tudo me fortaleceu e me permitiu seguir em frente.

Durante esse período de divórcio tive que lidar com muitas coisas novas (medo da solidão, morar sozinha, novos hábitos e costumes, novos amigos, novos pontos de vistas) que futuramente vou compartilhar com vocês num novo post. Mas gostaria de dizer que segui em frente, reconstruí minha vida e aprendi a gostar da minha própria companhia. Assim, a solidão deixou de me assustar… Após vivenciar tantas experiências novas, redescobri minha identidade e me casei novamente…

Não foi fácil decidir deixar tudo para trás e seguir… Eu me senti fracassando no meu maior projeto de vida, mas aos poucos senti alívio e acho que fui feliz como nunca havia sido, descobrindo em mim uma mulher que até então desconhecia.

Gostaria de registrar que neste artigo não defendo o divórcio, mas o compreendo como um caminho possível, após várias tentativas frustradas de reconciliação de um casal. Acredito que ninguém merece viver infeliz, torturando-se diante de uma convivência que traz amargura e tristeza. Decidi pelo divórcio tendo a certeza que meu ex-marido e eu merecíamos ser felizes, e que isso não seria possível se estivéssemos juntos, mas somente trilhando caminhos distintos (e em separado) a partir de então.

Com esse artigo desejo apenas fazer as pessoas refletirem sobre a importância de abrirem o coração em conversas que curam a alma e o corpo! Todos, independentemente da situação em que se encontram, favorável ou não, deveriam fazer do diálogo e da oração um hábito curador.

Em tempos de “diálogos” via whatsapp, skipe, facebook e outros meios digitais, nada se compara a uma conversa transbordante, olho no olho, em que podemos abrir o coração e deixar extravasar toda emoção!

Que tal marcar sua próxima conversa curativa, de preferência olho no olho? Que seja para desabafar, abrindo o seu coração ou mesmo ouvindo um familiar ou amigo que esteja angustiado precisando conversar?

Dica: um cafezinho ou chá quente ajuda a aquecer também o coração e vai muito bem com um bom dedo de prosa!

Quero conhecer a sua história! Compartilhe-a comigo em sabedorianolar@gmail.com.

Abraços,

Juliana Prado

sabedorianolar@gmail.com

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Estou de volta…

estou_de_volta Queridos leitores, tudo bem com vocês? Não sei se sentiram minha ausência, mas eu sei que senti muita falta de escrever aqui, interagir com vocês e receber o carinho de sempre! Bom, muita coisa aconteceu em quase 3 anos desde minha última publicação. Pois é, andei sumida, né? Nesse meio tempo recebi muitos e-mails carinhosos e senti o incentivo de muita gente para continuar a escrever… Isso me deu uma super motivação, obrigada!!! Então, estou voltando com muita coisa legal para compartilhar: dicas de receita, de leitura, filme, artesanato, histórias de vida, superação e testemunhos de milagres e restauração! Ufa! Tem muita coisa mesmo, gente! Rsrs Mas o mais importante que resume tudo isso? DEUS É FIEL! Em breve estarei aqui com posts fresquinhos, ok? Beijos com muitas saudades, Ju

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Deus pode: de Saulo a Paulo

Sabe aqueles momentos em que já não temos esperança? Quando aquela pessoa que amamos tanto nos faz mal?  Aquele coração endurecido, machucado e amargurado que nos dificulta alcançar a felicidade plena com as pequenas (e valiosas) coisas do dia a dia? Aquele sorriso que tanto gostaríamos de dar e receber, mas que não conseguimos? Sabe aquela sensação torturante de sermos acusados e ofendidos injustamente?

Não sei o que você já passou ou tem passado, mas Deus sabe! Ele o criou a sua imagem e semelhança, diz a Bíblia. Ele te ama demais! 🙂

Nessas situações de lutas e dificuldades, quando achamos que nada dá certo, é comum desanimarmos e desejar desistir de tudo, retroceder… Em casos mais graves algumas pessoas chegam ao fundo do poço e cedem ao alcoolismo, drogas e em casos mais extremos podem chegar ao suicídio.

Nesses dias de dificuldade Deus me consola bastante com a palavra de Lamentações 3:21, que diz: “Quero trazer a memória o que me pode dar esperança”.

Como os problemas nos consomem e nos cegam, não é mesmo? Acabamos por esquecer do que Deus já fez por nós, e focamos somente na luta pela qual passamos…

Cada vez que leio a passagem bíblica que narra a conversão de Saulo fico impressionada! Como Deus agiu de maneira sobrenatural naquela vida, fazendo com que um perseguidor de cristãos se tornasse peça chave para propagação do Evangelho e consolidação da igreja cristã.

“E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos. 

E uns homens piedosos foram enterrar Estêvão, e fizeram sobre ele grande pranto.

E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.” (Atos 8:1-3)

Isso é a prova viva que Deus pode transformar um coração endurecido em um coração quebrantado. Ele é Deus e pode todas as coisas!

Sabe aquela pessoa difícil com a qual você convive? Aquele parente complicado, que parece impossível de agradar? Pode ser seu pai, sua mãe, seu marido, sua esposa, filho, colega de trabalho, vizinho… Convenhamos, como é difícil conviver com uma pessoa amarga, mal humorada e ranzinza! E se ela nos persegue ou nos prejudica então?

A Bíblia não menciona, mas acredito que algum cristão orou por Saulo naqueles dias… Sim, suponho que alguém teve compaixão daquele homem “ruim” que não compreendia o propósito de Jesus e perseguia quem levava as boas novas ao povo! Ser cristão era arriscado nos tempos de Saulo… Ele vivia na ignorância, nas trevas!

Imagino que não deve ter sido fácil orar por homem que te perseguia e que mandaria prendê-lo ou matá-lo na primeira oportunidade que tivesse…

Eis que Deus ouviu a oração da sua igreja e agiu de maneira sobrenatural – Atos 9:1-22

A cegueira temporária de Saulo foi necessária, pois quebrantou o coração endurecido daquele homem, proporcionando seu encontro com Jesus. Que privilégio… Encontrar-se com Jesus, ouvir sua voz e ser transformado por Ele!

Quantas vezes vemos pessoas tão auto suficientes, ricas, bonitas, influentes, mas quando recebem um diagnóstico médico desfavorável, ou perdem boa parte de sua fortuna, compreendem que sem Deus nada podem ser ou fazer? Percebem que vivem uma vida sem propósito, vazia e fútil? Que a “felicidade” que conheciam era falsa e ilusória?

Devemos dar glórias a Deus nos bons momentos e também nas tribulações, pois estamos sendo aperfeiçoados… Graças as misericórdias e amor incondicional de Deus, que está sempre a postos para nos perdoar e nos ensinar a andar nos seus caminhos!

“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração.” (Romanos 12:12)

O exemplo de Saulo nos ensina a olhar as pessoas e as circunstâncias pelos olhos da fé. Nós cristãos somos loucos para esse mundo! Sim, acreditamos em coisas que só os loucos acreditam! Sabe por que? Porque cremos que Deus opera milagres e faz o impossível acontecer! Isso se chama FÉ!

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11:1)

Ao contrário do que dizem por aí, pau que nasce torto se endireita sim, pela autoridade do nome de Jesus! Não é porque somos bons ou merecedores, mas porque nosso Deus tem misericórdia daqueles que clamam em seu nome!

Quando compreendemos o poder da oração conquistamos muitas coisas no mundo espiritual e natural. A oração feita com fé muda as circunstâncias desfavoráveis e também o coração das pessoas difíceis e incrédulas.

“E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.” (João 14:13)

Nossas palavras tem poder!

“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.” (Mateus 18:18)

Deus nos surpreende e muda a nossa história! Assim como Ele mudou Saulo e o transformou em Paulo, Ele pode mudar sua vida e a de sua família!

Um perseguidor da igreja foi transformado com um grande propósito: ajudar a edificar a igreja de Cristo.

Isso nos mostra que devemos deixar o passado para trás, glorificando o nome de Jesus, crendo na transformação de vidas pelo seu poder! Crer é dar um passo de fé!

E nunca devemos nos esquecer: todos podem mudar! TODOS! Por isso devemos crer além das circunstâncias e do que nossos olhos podem enxergar!

Há um propósito em todas as coisas, mesmo que não as compreendamos. As lutas e dificuldades dessa vida nos tornam mais fortes, experientes e maduros. Devemos glorificar a Deus até em nossos problemas, pois eles nos aperfeiçoam e nos levam mais próximos de Deus!

Não ouça a voz do diabo, seu inimigo espiritual: você não pode, não é merecedora, isso não é para você, o seu marido não vai mudar, o seu filho não vai mudar, você nunca será feliz, você nunca formará uma família…

Entenda o que nos ensina essa passagem: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Efésios 6:12)

Essa luta só venceremos se lutarmos com o jejum e a oração! Não é contra pessoas que lutamos, mas com o que está “por trás delas”, no mundo espiritual que nossos olhos naturais não enxergam!

Quero convidá-la para um desafio hoje: creia no poder sobrenatural de Deus e olhe com os olhos da fé, e veja o Senhor transformando sua família, sua vida, seu casamento, sua vida financeira… Deus pode todas as coisas!

Ninguém pode contrariar os planos de Deus! O que Ele vai fazer em sua vida não tem homem, demônio, principado ou potestade, governo, sistema que possa impedir!

Que Deus te abençoe e conceda a transformação que você necessita!

Um fraternal abraço,

Juliana Prado

sabedorianolar@gmail.com

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Curando feridas: LUTO

 

Só quem já perdeu um ente querido ou uma pessoa amada sabe como essa dor é dolorida… Fica um vazio, um “buraco”, algo que falta, que dói. Uma ausência sentida para sempre… Uma dor que a gente acostuma a sentir e que, com o tempo, se adapta… Mas está ali, doendo!

 

O luto é consequência dessa dor. É um processo natural da vida, pois todos nós vamos perder pessoas que amamos e também morreremos um dia…  😦

 

Alguns especialistas dizem que o ciclo do luto se fecha em mais ou menos um ano. Pode ser considerado aquele período mais crítico, em que precisamos aceitar a perda, a ausência, a nova vida que seguirá sem aquele(a) que tanto amamos…

 

Eu perdi meus pais muito cedo: aos 24 perdi meu pai e aos 29 perdi minha mãe. Foram as perdas mais dolorosas que senti na vida! Como a ausência deles, tão precoce, deixou lacunas, vazios… Sinto tanta saudade daquilo que poderia ter sido mas não foi. Como gostaria de ter tido a oportunidade de expressar mais o meu amor, de compartilhar os meus sonhos e projetos, de ter ouvido mais sobre a minha infância e também sobre a infância deles…

 

Sim, uma nova vida começa! Precisamos reaprender a viver sem ele(a). A “ficha” demora mesmo a cair. Se você for como eu, várias vezes pegará o telefone para ligar para a pessoa que se foi… E daí vai se lembrar que não poderá mais conversar com ela… Nossas lembranças são tão intensas que nos enganam… E isso é muito difícil de aceitar!

 

Após esses anos me acostumei a sentir esse vazio… Meus pais não estão mais ao meu lado, não é possível ligar para eles para tentar amenizar a saudade…

 

Eu sei bem como é esse sentimento! O que posso dizer é que a dor vai diminuindo à medida que vamos nos acostumando à ausência da pessoa amada…

Se hoje você tem vivido essa dor, console-se em saber que há tempo para tudo nessa vida (Eclesiastes 3).

 

Quando minha mãe faleceu senti que meu chão ruiu… Sempre fui mais apegada ao meu pai, que faleceu primeiro. Mas quando a minha mãe faleceu, nossa! Senti que o meu mundo ruiu, desabou! Foi uma sensação de dor inexplicável… O meu mundo ficou vazio e me senti sozinha e perdida, como nunca havia me sentido. Já não tinha nenhum dos dois… As minhas referências nesse mundo!

 

Nessa dura caminhada no deserto, um dos piores que já atravessei na minha vida, eu encontrei Jesus e me prostrei aos pés dEle. Foi nEle que encontrei consolo, me senti amada e aceita, encontrei motivos para continuar minha jornada… Isso pode soar piegas, mas é sincero! Sempre ouvi as pessoas dizendo que “encontraram” Jesus e sempre achei isso sem sentido. Mas foi exatamente isso que vivi: eu encontrei um Jesus tão vivo e real como aquele narrado nas Escrituras Sagradas.

 

A minha dor era tanta que nesse momento mais difícil da minha vida eu me rendi a Jesus, admitindo minha total dependência dEle… Foi assim que me converti! 🙂

 

Os evangélicos acreditam que quando morremos dormimos até a volta de Jesus, conforme está escrito na Bíblia. Então os mortos despertarão e juntamente com os que estão vivos serão julgados perante o Senhor. Em João 5:28-29 está escrito: “Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.”

 

Os justos serão ressuscitados na segunda vinda de Cristo. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:16-17 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”

 

O que acontecerá depois da ressurreição? A Bíblia diz em Filipenses 3:20-21 Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas.”

 

Por quanto tempo viveram os justos ressuscitados? A Bíblia diz em Lucas 20:36 Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.”

 

Isso muito me consolou quando meus pais faleceram…

 

Se você está vivendo essa dor, eu te desejo forçae que Jesus possa consolar você e sua família, especialmente para apoiar os que também sofrem com o mesmo problema! Sei bem como você se sente e posso garantir que o tempo ameniza a dor… Mas só Jesus Cristo poderá preencher o vazio que ficou em seu coração

 

Fique em paz!

 

Que Jesus te console e te fortaleça!

 

Um forte abraço,

 

 

Juliana Prado

sabedorianolar@gmail.com

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Filhos são como abacaxis

FILHOS SÃO COMO ABACAXIS

*Por Karine Rizzardi

Você tem idéia de qual região do Brasil você encontra os abacaxis mais doces? E qual região você acha os mais ácidos? Eu não entendo muito bem dessa área, mas fui atrás a título de curiosidade e descobri que os abacaxis do Maranhão são considerados os mais doces do país. A pergunta é: Por que? O que os abacaxis de lá tem de diferente dos daqui?

A resposta é algo interessante: Lá tem escassez de tudo. Há falta de água da chuva, há excesso de calor, pouca umidade e isso obriga o abacaxi a se proteger e se superar, o que o torna ainda mais gostoso de ser ingerido.

Os abacaxis daqui do sul, já são opostos dos de lá. Aqui tem chuvas temperadas e um ambiente agradável e com solo nutritivo. Como resultado, nossos abacaxis são mais ácidos e não tão saborosos.

Essa breve explicação me faz comparar os abacaxis com os filhos. Eles tem tudo a ver com o sabor dessa fruta. Percebo que quanto mais os pais confiam nas potencialidades deles e os forçam a explora-las sem ficar superprotegendo e nem poupando-os dos desafios, mais esses filhos se dão melhor na vida. Para comprovar essa realidade é só observar a diferença de personalidade entre os irmãos.

Percebo nitidamente que os filhos mais poupados são os que menos exploram suas forças. Eles até tem uma auto imagem mais frágil, como se dependessem dos outros para superar seus próprios medos.

A imagem que os filhos tem de si mesmos, são compatíveis com a maneira que os pais os vêem. Se você acha que seu filho é um abacaxizinho que precisa sempre estar nas melhores terras, com os mais fortes nutrientes e sempre com a chuva vinda ao seu tempo, é muito provável que ele sempre será aquele abacaxi mais difícil de comer.

Mas porque a natureza é assim?

A resposta é simples: Porque nós temos um oceano de habilidades pessoais que precisamos descobrir sobre nós mesmos e muitas vezes elas só se tornam conhecidas mediante a situações difíceis pelas quais passamos. Por isso não podemos ter medos dos desafios, mas o que precisamos é encorajar nossos filhos a saber como podem chegar mais longe.

Devemos olhar nossos filhos como os abacaxis do Maranhão, não como os do sul. No entanto, lembre-se que isso não tem nada a ver com o amor. O amor deve estar presente em todas as situações e momentos, mas a superproteção não, pois assim como o solo não protege os abacaxis mais doces, os pais que realmente acreditam em seus filhos também não precisam protegê-los daquilo que eles sabem que vão conseguir superar.

*A autora é psicóloga especialista de casais e família.

Contato: karinerizzardi@hotmail.com.

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A importância de saber dizer NÃO!

Você sente dificuldade para dizer NÃO?

Se sua resposta for sim, então esse artigo é especialmente dedicado à você!

Às vezes carregamos um fardo muito pesado por não conseguirmos dizer não. E pelo mesmo motivo entramos em muitas enrascadas pelos outros… Ou nos frustramos, nos magoamos pelo simples fato de não  conseguirmos impor limites ao dizer uma palavra tão simples: NÃO – ene, a, o, tio!  😉

Com esse comportamento violentamos a nós mesmos!

Geralmente quem tem dificuldades em dizer NÃO o tem por receio de magoar alguém, muitas vezes magoando a si mesmo com essa atitude!

É importante estarmos sempre disponíveis para ajudar os outros, afinal vivemos em sociedade e devemos sim estender as mãos para quem precisa. Mas cá entre nós, tem gente que abusa, né?

Mas aguentar comportamentos e piadinhas indevidas e “fingir” achar graça só para não contrariar o outro já é demais!

Mas tudo é uma questão de como falar NÃO… Seja assertivo sem ser grosseiro. Você pode negar algo sem brigas e rancores. Aliás, o risco de você sempre se contrariar fazendo o que não quer simplesmente para agradar aos outros é esse: uma hora você “explode” e “chuta o balde”. Isso é bem pior, com certeza!

É preciso ter sabedoria para dizer NÃO! E mesmo assim corremos o risco de magoarmos alguém. Mas devemos sempre nos respeitar, isso sim!

“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” (Mateus 5:37)

 

Algumas dicas para colocar limites e dizer não:

1. Respeite seus limites! Isso significa ter tempo para você cuidar de suas próprias responsabilidades. De nada adianta ajudar os outros se você mesmo não consegue se ajudar…

2. Não faça algo que possa te prejudicar. Isso pode parecer óbvio, mas às vezes fazer um favor para alguém pode significar entrar pelo cano… Seja ao emprestar um dinheiro (fazendo um empréstimo, por exemplo) que nunca receberemos de volta, mentir por alguém, com o propósito de livrá-lo de uma confusão que se meteu, etc…

3. Analise bem a pessoa que te pediu um favor. É muito bom ajudar nossos  amigos e familiares, mas é importante analisar o contexto da ajuda pedida. Se a pessoa sempre te pede ajuda, mas só vive enrolada, veja se vale mesmo a pena ajudá-la novamente. Conheço casos em que ajudar contribui para a pessoa se afundar ainda mais… Talvez o mais correto seja orientá-la a respeito de suas constantes dificuldades naquela situação que nunca se resolve. Outro ponto importante: essa pessoa tem caráter e te devolve o dinheiro que pede emprestado? Se não, então avalie mesmo se vale mesmo a pena ajudá-la (de novo). E essa mesma pessoa precisa de fato do dinheiro emprestado? Ou ela vive ostentando o que não pode ter se descontrolando financeiramente? Ela costuma devolver as coisas que pede emprestado? Se não, diga que está precisando de tal coisa que você emprestou a ela ou na próxima vez que pedir algo emprestado só empreste quando ela devolver o que pediu antes.

4. Confie em si mesmo e mantenha-se firme em sua decisão de dizer não, mesmo sabendo do risco de magoar a pessoa. Se ela for mesmo sua amiga irá entender!

 

Outras dicas:

  • Não permita mal entendidos no seu relacionamento com as pessoas;
  • Se a atitude de alguém te desagrada, converse com ela a respeito, de maneira séria e sem ser grosseiro;
  • Seja firme ao falar com as pessoas, mas nunca use um tom agressivo ou grosseiro;
  • Saiba que algumas pessoas  podem se sentir magoadas com sua conversa franca, mas essa conversa será importante para ela refletir a respeito. Pode ser que a mágoa passe, mas pode ser que não;
  • Fale com as pessoas sempre de maneira reservada, em local apropriado e longe dos outros, para não expô-la;
  • Escolha um momento apropriado para ter esse tipo de conversa.

E lembre-se que aprender a dizer não é um aprendizado necessário e que você deve praticá-lo!

Boa sorte!

Juliana Prado

sabedorianolar@gmail.com

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Eu prometo…

Eu choro… Choro mesmo, com gosto e com vontade! É assim que expresso minha alegria e emoção em casamentos: com lágrimas!

Lágrimas de quem ainda acredita no amor e nos votos de casamento. A partir daquele momento, do SIM, mais uma família está se formando tendo como testemunhas suas famíllias, amigos e DEUS.

Sempre que meus amigos vão se casar digo a eles: ouçam com muita atenção as promessas que vocês farão no dia do seu casamento:

Eu, Fulana, te recebo Beltrano, como meu marido e te prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe”

Considero as promessas dos noivos um dos momentos mais emocionantes da cerimônia de casamento. Um fica de frente para o outro… mãos dadas… trocas de olhares… coração batendo acelerado… lágrimas que descem pelo rosto… Momento intenso de muita emoção e amor!

Você consegue perceber a profundidade dessas promessas? Como são sérias? Quantas pessoas testemunharam sua promessa ao seu marido ou esposa?

Sempre me recordo da minha mãe contando sobre a época em que era jovem… Aquelas conversas que nossos pais sempre tem conosco para nos mostrar a diferença dos valores dos seus dias para os nossos. Ela me contava que o meu avô era um homem muito correto e honrado, e que, na sua época, uma palavra valia muito mais do que um papel assinado. As pessoas honravam de fato sua palavra, não retrocediam. E olha que podia até não haver testemunha ou prova, um homem valia pela sua palavra e ai daquele que não a honrasse… Ninguém desejaria mais fazer negócios com ele!

Isso me faz refletir sobre as promessas em geral, a dignidade das pessoas sobre o que prometem e, muitas vezes não conseguem (e nem desejam) cumprir!

Se tem algo que mé dá profunda tristeza é saber que um casal se separou… Eu fico triste porque acredito que sempre devemos nos esforçar para ficarmos juntos! Antes de colocarmos um ponto final devemos tentar uma vírgula, uma pausa! Por isso gosto de ressaltar a importância de lembrarmos sempre os votos feitos no nosso casamento, especialmente quando as coisas ficam mais difíceis, ou seja, quando chegamos até a cogitar uma separação! É aí que os votos se fazem realmente necessários, pois quando temos ALEGRIA, SAÚDE, RIQUEZA é mais fácil amar e ser amado, estar junto e desfrutar das alegrias que um relacionamento pode proporcionar. O difícil é ter TRISTEZA, DOENÇA ou POBREZA, e ainda sim desejar e manter-se casado, quando o mais fácil e prático é “abandonar o barco” e partir para outra.

Por isso considero muito importante a renovação dos votos de casamento periodicamente! Quer seja para reforçá-los ou relembrá-los… O meu marido e eu fizemos a nossa renovação dos votos de casamento quando completamos sete anos de casados, número que na Bíblia representa a perfeição.

Depois de conhecer os números crescentes do divórcio no Brasil desejei escrever um artigo específico sobre os votos de casamento.

Em 2010 houve um aumento de 109% nos divórcios em São Paulo, comparado ao ano de 2009. Já no Distrito Federal esse número foi ainda maior: 131%. Números alarmantes, não?

Sou casada há 10 anos (após 6 anos de namoro), ainda não tenho filhos, mas gostaria de compartilhar um pouco da minha experiência como esposa e também uma análise que faço dos acontecimentos sociais tão usualmente publicados pela mídia. Se ilude quem pensa que manter-se casado é fácil. Muitas são as pressões para pular do barco e voltar a vida de solteiro… Manter-se fiel então nem se fala!

O sonho de quase todas as mulheres que conheço é casar e ser feliz… Muitos homens também compactuam desse desejo, mas nós mulheres somos mais românticas, sonhamos com cada detalhe da cerimônia, o vestido, o buquê, a festa, o bolo… Tudo precisa estar perfeito para esse dia ser inesquecível.

Muitas vezes nos envolvemos tanto com esses detalhes que nos esquecemos que mais importante do que todos esses preparativos, devemos estar atentos às promessas feitas no altar e que valerão para o resto de nossas vidas!

E algo importante: se seu cônjuge quebra as promessas que fez a você isso não te dá o direito de quebrá-las também. Lembre-se que Deus foi a testemunha mais importante presente no seu casamento e, independentemente das ações do seu marido, você deve manter-se firme no Senhor, principalmente durante as provações, quando a quebra das promessas e da aliança parecem inevitáveis!

Deus é contigo! Ore a Ele e coloque em suas mãos os problemas que, de fato, você não consegue resolver.

“Enganar o próximo é fácil! Difícil é explicar para Deus depois…”

Que Deus te abençoe!

Abraços,

Juliana Prado

sabedorianolar@gmail.com

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Atividade em família: a noite do pijama

Nada como uma família unida, não é? Algo tão raro hoje em dia, onde os pais estão cada dia mais ocupados e os filhos mais individualistas, “pregados” na TV ou no computador!

Esse post pretende ajudar os pais a desenvolverem uma atividade em família de baixo custo, fortalecendo os laços de afeto e confiança entre seus membros!

Que tal fazer uma noite do pijama para celebrar sua família?

Para isso você deve preparar um jantar ou lanche especial, em que todos tenham responsabilidades e contribuam de alguma forma. Aqui até os pequeninos poderão ajudar com pequenas tarefas… O que importa é que todos colaborem uns com os outros, gerando um propósito de coletividade e colaboração entre pais, filhos e irmãos!

As atividades feitas em conjunto: preparar a comida para o jantar, colocar a mesa, cuidar dos preparativos…

Uma dica bem legal e diferente é estender uma toalha no chão, esparramando almofadas e velas, como se fosse um piquenique! Todos de pijama (até os pais, heim?), com uma música ao fundo… Hummm, que ambiente perfeito de união e alegria com sua família!

Uma dica muito importante é deixar a TV, o computador ou o vídeo game fora desse momento tão especial para não dispersar a atenção das crianças!!! O propósito é diversão, conversa e brincadeiras simples mas que levem todos a se relacionar e se conhecer melhor!

Outra dica bacana é fazer um acordo no mês dessa atividade: pelo menos uma vez por semana (pode ser mais…), cada um deve deixar bilhetinhos individuais espalhados pela casa para todos os outros integrantes da família, dizendo o quanto os ama e o quanto ele são importantes! Não economize elogios!

Está vendo como uma atividade em família pode ser proveitosa e barata?

 

Aproveite para curtir o que Deus te deu de mais precioso aqui na terra: sua FAMÍLIA!

 

Abraços,

Juliana Prado

sabedorianolar@gmail.com

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