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Amores doentes

co dependência afetiva Você já ouviu falar de relacionamentos doentes, baseados na codependência?

Esses relacionamentos são pautados, basicamente, por problemas, brigas, ofensas, agressões (físicas ou emocionais).

É aquele relacionamento onde não há paz, em que se pensa “a gente briga mas se ama”, “somos almas gêmeas” “não vivemos um sem o outro”…

Melody Beattie escreveu vários livros sobre codependência afetiva e define a pessoa codependente como “alguém que tem permitido que o comportamento de outra pessoa o afete, e alguém que tem obsessão por controlar o comportamento daquela pessoa.”

Resumindo, esses relacionamentos não são nada saudáveis. Entretanto, não é raro o fato de que os envolvidos, especialmente mulheres, reproduzam ao longo da vida escolhas baseadas na co-dependência, repetindo por várias vezes o mesmo ciclo conhecido e doloroso, inconscientemente, com parceiros problemáticos: dependentes químicos, desempregados, endividados, agressivos…

É importante ressaltar que homens também podem ser vítimas dessa síndrome, que atinge em sua maioria das vezes as mulheres.

Talvez você esteja vivenciando um amor doente, de codependência afetiva, e não sabe como se desvencilhar dele. Talvez já se sinta tão cansada e sem forças que não sabe mais o que fazer. Hoje decide que não quer mais essa vida, mas logo recua porque sente que não vai conseguir ficar longe dele (ou dela).

Pode ser que você já tenha experimentado, dolorosamente, um relacionamento como este. E conseguiu ou não superar as escolhas erradas e o ciclo repetitivo que tanto afeta a sua auto estima. Ou mesmo pode conhecer alguém que esteja vivendo a escravidão desse tipo doentio de relacionamento.

É importante ressaltar que as pessoas que estão envolvidas nesse tipo de relacionamento têm dificuldades em compreender como ele é anormal e doentio. Por isso é tão difícil desvencilhar-se do parceiro e colocar um ponto final na relação. Se numa relação pautada por amor, afeto, respeito e cuidado, quando as coisas desandam é difícil romper, imagine então numa relação desequilibrada baseada na codependência?

Assisti a um vídeo maravilhoso e muito esclarecedor, o Não tire o batom da Jout Jout Prazer, que fala sobre relacionamentos abusivos, com uma dose de delicadeza e bom humor. Vale a pena assistir!

Mas como saber se um relacionamento é doente, baseado na codependência emocional e afetiva? Abaixo selecionei algumas perguntas importantes sobre relacionamentos, retiradas do blog Solteiros e Casais, da Psicóloga Adriana Freitas e outras do blog Realize, da Psiquiatra Dra. Elizabeth Zamerul Ally. Avalie:

  1. Você fica esperando a boa vontade de seu(sua) parceiro(a) para juntos realizarem o que você deseja?
  2. Coloco-o(a) no centro da minha vida, isto é, vivo muito em função dele(a).
  3. Você não consegue ou não tem permissão para fazer atividades de lazer sem o(a) parceiro(a)? Não tem permissão pra ter um espaço ou vivências que sejam só suas, individuais?
  4. Quando me comunico com ele(a), meço as palavras, isto é, vivo pisando em ovos? Sinto medo de dizer o que realmente penso e sinto, porque imagino que a reação dele(a) será agressiva?
  5. Acredito que seja normal amor e sofrimento caminharem juntos?
  6. Você fica ressentido ou com raiva quando o(a) parceiro(a) não quer fazer o que você deseja, mas também não procura nenhum outro jeito de realizar suas vontades?
  7. Você tem a crença de que o casamento, a relação tem que preencher todas suas necessidades e que tudo tem que ser feito com o(a) parceiro(a), que só se for com ele(a) será bom?
  8. Você ou vocês não possuem amigos, não saem individualmente com eles ou só saem com outros amigos casais?
  9. Continuo (ou continuei por um tempo excessivo) tolerando abusos ou agressões dele(a) para não ser rejeitada ou perdê-lo?
  10. Pra melhorar este relacionamento, tento mudá-lo(a) através de conselhos, coações, ameaças, manipulações, tentando assegurar que as coisas aconteçam da maneira que acho correta?
  11. Sinto-me bravo(a) ou frustrado(a) comigo mesmo(a) porque não consigo dar os limites que gostaria pra ele(a)?
  12. Costumo mentir ou esconder o comportamento dele(a) para os outros ou dou desculpas quando estes comportamentos são vistos ou descobertos?
  13. Sinto-me responsável por ele(a), pelos seus sentimentos, ou pensamentos, ou necessidades, ou ações, ou escolhas, ou vontades, ou bem-estar, ou mal-estar ou destino?
  14. Em geral, tendo a cuidar muito mais dele(a) ou de outras pessoas do que do meu próprio bem-estar?
  15. Sinto-me frequentemente ansioso(a), ou desgastado(a), ou culpado(a), ou deprimido(a) por causa deste relacionamento?
  16. Vivo ajudando-o(a), mesmo quando ele(a) não pede ajuda?
  17. Ansiosamente, fico um tempão esperando a ligação, SMS ou o email dele(a)?
  18. A comunicação com ele(a) é muito difícil ou quase inexistente?
  19. Decido que não vou me comportar mais de certo jeito com ele(a), mas me sinto compelido(a) e, quando vejo, já fiz tudo de novo?
  20. Procuro manter-me ocupado(a) o tempo todo para evitar entrar em contato com esta realidade dolorosa?
  21. Quando estou mal com ele(a), todo o restante da minha vida fica ruim e difícil de levar?
  22. Sinto-me aprisionado(a) neste relacionamento?
  23. Quando estou num relacionamento amoroso, fico prevendo que ele(a) vai me deixar?
  24. Sinto vergonha deste relacionamento?
  25. Tenho a tendência de repetir relacionamentos destrutivos?
  26. Quando inicio um relacionamento amoroso, não aguardo o tempo suficiente para me certificar de que esta pessoa é realmente boa pra mim ou de que eu realmente gosto dela e me afobo em tomar decisões e estreitar a relação logo? Por exemplo, sem muita reflexão, fico noivo(a), dou a chave da minha casa ou passo a dormir muitas noites com esta pessoa?
  27. Tenho muito medo de ficar só?
  28. E por este medo, continuo com ele(a) ou só saio de um relacionamento quando encontro outro?
  29. Tenho dificuldade em me divertir, passear e viajar sozinho(a) ou sem ele(a)?
  30. Ele(a) já disse que não quer continuar este relacionamento mas continuo insistindo? (Isto ocorreu ou ocorre?)
  31. Neste relacionamento, me conformo em receber muito menos do que eu gostaria?
  32. Depois de ter sido desrespeitado(a) ou agredido(a), aceito qualquer desculpa dele(a) pra reatarmos o relacionamento e depois me arrependo?
  33. Sinto necessidade de ser útil para ele(a) ou de sentir que ele precisa de mim?
  34. Sinto necessidade freqüente de saber onde ele(a) está e/ou o que está fazendo para (eu) ficar tranqüilo(a)?
  35. Acredito que a minha felicidade depende, em grande parte, de como ele(a) age ou deixa de agir?
  36. Neste relacionamento, costumo acreditar que as coisas vão melhorar mesmo quando a realidade não mostra sinais consistentes disto?
  37. Nego a mim mesmo(a) a necessidade de pedir ajuda?
  38. Sinto que perdi o rumo ou o controle da minha vida?
  39. Por causa deste relacionamento, já pensei em suicídio?
  40. Acho que já passou da hora de dar um basta e eu não dei?

Se a resposta for sim pra maioria das perguntas, você vive uma relação de codependência.

É importante informar que a codependência afetiva tem tratamento, que consiste de acompanhamento psicológico (terapia) e, em casos mais severos, também de acompanhamento psiquiátrico, que poderá receitar medicamentos apropriados.

Também existem grupos de ajuda que são referência no assunto, o Grupo MADA – Mulheres que amam demais. Verifique se existe algum grupo na sua cidade e frequentes as reuniões.

A gratidão desbloqueia a abundância da vida. Ela torna o que temos em suficiente, e mais. Ela torna a negação em aceitação, caos em ordem, confusão em claridade. Ela pode transformar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo. A gratidão dá sentido ao nosso passado, traz paz para o hoje, e cria uma visão para o amanhã.” (Melody Beattie)

Lembre-se: você merece ser amada e respeitada!

Compartilhe sua história comigo: sabedorianolar@gmail.com

Boa sorte!

Juliana Prado

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